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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Reconhecendo o número 3

Boa noite meus caros leitores!!! Passei o dis anciosa para contar mais uma novidade sobre Esperança... Embora tenha chegado na sala de aula um pouco chateado, sem muita vontade de realizar as atividades e interagir com os demais coleguinhas, Esperança pegou uma letrinha B em madeira que estava em cima da minha mesa dizendo que era BANANA,  e pegou o número 3 também madeira dizendo para mim: "Tiatia três"...
Gente vocês não sabem a satisfação que fiquei, e assim Esperança passou o resto da manhã com a letrinha B em uma mão e o número 3 na outra, falando os nomes de cada uma para quem chegasse na sala.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Esperança

Olá queridos...
Mais sobre nós dois, eu e Esperança. Como vocês já sabem nossos primeiros contatos foram bem dificéis, porém não durou muito tempo para nossa felicidade, pois com várias técnicas de dinâmicas de grupo e atividades lúdicas, incluse as de relaxamento com sons da natureza e massagens, consegui com que Esperança desenvolvesse interação comigo. Foi então que começamos a progredir, em fevereiro fizemos uma brincadeira na brinquedoteca com boliches coloridos, aonde eu solicitava que as crianças nomeassem as cores das garrafas que haviam derrubado, Esperança claro ficou por ultimo, para que pudessem observar durante um tempo maior a dinâmica da brincadeira.
Ao chegar sua vez, jogou a bola em direção ao boliche demonstrando alegria em seu rostinho, e quando derrubou as três garrafas bateu palmas de alegria, foi então que fui pegando as garrafas que havia derrubado e pedindo que fosse dizendo as cores, e para nosso alegria, identificou a cor AMARELA.
Hoje terminei a manhã mais que feliz, pois obtivemos mais um progresso, realizando uma de nossas atividades lúdicas para reconhecimento de número e relacionamento com quantidades. Em nossa atividade, estavamos organizados em circulo, o número 3 em madeira no meio do circulo e canudos espalhados como se fossem pegas varetas, e no fundo da sala temos três caixas de leite longa vida cobertas com filipinho cada uma com um número: 1, 2 e 3. A atividade funcionava da seguinte maneira, eu solicitava que as crianças pegassem 3 canudos na cor azul, depois pedia para que contassem quantos havia pegado e em que cor, e em seguida para que colocassem na caixa que correspondia a quantidade de canudos que haviam pegado.
E foi lindo ver ao chegar sua vez Esperança não só pegar os canudos na cor solicitada, mais dizer a cor antes mesmo que eu solicitasse, além disso contou os canudos que estavam em sua mão e pôs na caixa correta... Deixando assim meu coração repleto de alegrias, poís a cada progresso seu sinto que estou o tirando de um mundo obscuro e o trazendo para este mundo repleto de cores através da educação!!!!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Será você meu aluno nota DEZ?!!


Nós educadores buscamos cada vez mais o modelo de sala ideal, de práticas perfeitas que façam com que nossos alunos construam um caminho mais fácil à aprendizagem e infelismente de uma forma muitas vezes ingenua de alunos que não só consigam atingir os nossos objetivos traçados para eles, mais também dequeles que aos olhos da familia são crianças "perfeitas".

E pelas graças do destino, é que chega o dia de que conhecemos realmente o nosso aluno nota DEZ, aquele que está a quem do que esperávamos, que foge dos padrões que a sociedade traça para ser um bom aluno, aquele que mexe realmente com você. Que nos faz perder o sono muitas vezes, pensando como vamos fazer para ele consiga reconhecer nem que seja uma simples cor!!! E que melhor ainda nos faz refletir sobre a nossa práticas e buscar novos horizontes visando não o nosso sucesso pessoal, e sim o sucesso dele...

Eu fui comtemplada com esta graça , que chamarei aqui de ESPERANÇA, não pelo fato dele ser feminino mais sim pelo que eu sentia cada vez que o olhava. Quando nos vimos pela primeira vez me encantei por ele, mais não entendia por que não me correspondia se quer com um olhar. Na nossa primeira semana de aula aquele encantamento foi sendo frustrado, por cada atitude atípica que ele tinha, ele não aceitava nada que a rotina da sala propunha, não realizava nenhuma das atividades e o pior repetia tudo o que eu falava. Então passei uma semana como aquele pior cego: o que não quer enxergar o que vê!

Mais que bom que a cegueira durou pouco tempo, apenas uma semana para que eu percebesse que Esperança precisava de ajuda. De alguém que o retirasse daquela prisão de repetição de palavras, e mais ainda de minutos isolados sozinho no canto da sala, do não reconhecimento de se mesmo!!!! Pois é vocês já estão imaginando nosso dilema, nosso por que não é só meu mais dele também...

E esta história não termina aqui, vou propôr a vocês uma troca, postarei a cada nova experiência com Esperança, e a cada novo registro que fomos fazendo com referência a ele para que vocês possam acompanhar e quem me ajudar com dicas sobre seu caso, que amanhã contarei para vocês do que estamos suspeitando que seja e de como estou fazendo casa intervenção em sala de aula.

Bjossssss e até amanhã :)

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