domingo, 10 de abril de 2011

O NÓ DO AFETO

Era um reunião numa escola. A diretora incentivava os pais a apoiarem as crianças, falando da necessidade da presença deles junto aos filhos. Mesmo sabendo que a maioria dos pais e mães trabalhava fora, ela tinha convicção da necessidade de acharem tempo para seus filhos.
Foi então que um pai, com seu jeito simples, explicou que saía tão cedo de casa, que seu filho ainda dormia e que, quando voltava, o pequeno, cansado, já adormecera. Explicou que não podia deixar de trabalhar tanto assim, pois estava cada vez mais difícil sustentar a família. E contou como isso o deixava angustiado, por praticamente só conviver com o filho nos fins de semana.
O pai, então, falou como tentava redimir-se, indo beijar a criança todas as noites, quando chegava em casa. Contou que a cada beijo, ele dava um pequeno nó no lençol, para que seu filho soubesse que ele estivera ali. Quando acordava, o menino sabia que seu pai o amava e lá estivera. E era o nó o meio de se ligarem um ao outro.

Aquela história emocionou a diretora da escola que, surpresa, verificou ser aquele menino um dos melhores e mais ajustados alunos da classe. E a fez refletir sobre as infinitas maneiras que pais e filhos têm de se comunicarem, de se fazerem presentes nas vidas uns dos outros. O pai encontrou sua forma simples, mas eficiente, de se fazer presente e, o mais importante, de que seu filho acreditasse na sua presença.
Para que a comunicação se instale, é preciso que os filhos 'ouçam' o coração dos pais ou responsáveis, pois os sentimentos falam mais alto do que as palavras. É por essa razão que um beijo, um abraço, um carinho, revestidos de puro afeto, curam até dor de cabeça, arranhão, ciúme do irmão, medo do escuro, etc.
Uma criança pode não entender certas palavras, mas sabe registrar e gravar um gesto de amor, mesmo que este seja um simples nó.
E você? Tem dado um nó no lençol do seu filho?

Eloi Zanetti é Consultor em Marketing, Comunicação Corporativa e Vendas, Palestrante e Escritor

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Será você meu aluno nota DEZ?!!


Nós educadores buscamos cada vez mais o modelo de sala ideal, de práticas perfeitas que façam com que nossos alunos construam um caminho mais fácil à aprendizagem e infelismente de uma forma muitas vezes ingenua de alunos que não só consigam atingir os nossos objetivos traçados para eles, mais também dequeles que aos olhos da familia são crianças "perfeitas".

E pelas graças do destino, é que chega o dia de que conhecemos realmente o nosso aluno nota DEZ, aquele que está a quem do que esperávamos, que foge dos padrões que a sociedade traça para ser um bom aluno, aquele que mexe realmente com você. Que nos faz perder o sono muitas vezes, pensando como vamos fazer para ele consiga reconhecer nem que seja uma simples cor!!! E que melhor ainda nos faz refletir sobre a nossa práticas e buscar novos horizontes visando não o nosso sucesso pessoal, e sim o sucesso dele...

Eu fui comtemplada com esta graça , que chamarei aqui de ESPERANÇA, não pelo fato dele ser feminino mais sim pelo que eu sentia cada vez que o olhava. Quando nos vimos pela primeira vez me encantei por ele, mais não entendia por que não me correspondia se quer com um olhar. Na nossa primeira semana de aula aquele encantamento foi sendo frustrado, por cada atitude atípica que ele tinha, ele não aceitava nada que a rotina da sala propunha, não realizava nenhuma das atividades e o pior repetia tudo o que eu falava. Então passei uma semana como aquele pior cego: o que não quer enxergar o que vê!

Mais que bom que a cegueira durou pouco tempo, apenas uma semana para que eu percebesse que Esperança precisava de ajuda. De alguém que o retirasse daquela prisão de repetição de palavras, e mais ainda de minutos isolados sozinho no canto da sala, do não reconhecimento de se mesmo!!!! Pois é vocês já estão imaginando nosso dilema, nosso por que não é só meu mais dele também...

E esta história não termina aqui, vou propôr a vocês uma troca, postarei a cada nova experiência com Esperança, e a cada novo registro que fomos fazendo com referência a ele para que vocês possam acompanhar e quem me ajudar com dicas sobre seu caso, que amanhã contarei para vocês do que estamos suspeitando que seja e de como estou fazendo casa intervenção em sala de aula.

Bjossssss e até amanhã :)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O Autismo é mais Normal do que se pensa!!!

Sabendo os sintomas é fácil ajudar
Aqueles que vivem num mundo tão só
Crianças autista livrar do pior
Dar chance pra chance aumentar
E assim procedendo verás ao final
Vencer o trabalho trazendo ao igual
O s antes isolados sem interação
Garante o direito a todo cidadão
Cantando o autismo é mais que normal

Bem cedo as crianças demonstram sinais
Que algo com elas é pouco comum
Do mundo da fala estão de jejum
E nas brincadeiras evitam os pais
Se fecham no seu universo de paz
Isso representa um grande sinal
Que traz garantis de chance real
Pra outros sinais também observar
Sintomas se somam pra diagnosticar
Cantando o autismo é mais que normal

Sinal importante está na visão
Olhar sem destino, perdido no ar
Querendo na vida sentido encontrar
Porém há mais outros a ter atenção
Mexer-se bastante, com repetição
Repete... repete... etc e tal...
Repete de novo e repete ao final
Faz isso também para se alcamar
Se autorregula pra não estressar
Cantando o autismo é mais que normal

As vezes se bate, se fere demais
Parece até que não sente dor
Carece do mundo incentivo e amor
Mas sem falsidade, pois é perspicaz
Sentido seu quase nunca faz
Pra quem se diz ser um alguém racional
Que pensa agir de uma forma ideal
Não sabe entender o que passa na mente
Daquele que tem um jeito diferente
Cantando o autismo é mais que normal

Tem gente que acha que quase não tem
Pessoas com essa questão de saúde
Que fica parada sem atitude
Naascido são quase 1 para 100
Esperam na vida poder ser alguém
Buscar as conquistas de igual pra igual

Lutando num mundo "preconceitual"
Meninas há menos. É 4 pra 1
Autismo é transtorno bastante comum
Cantando o autismo é mais que normal

Agora que sabe identificar
Já pode ajudar o sem informação
Que trata o autista como um sem noção
Para o tratamento providênciar
Acompanhemento e dedicação
Abril, dia 02, é internacional
Conscientização pra tornar tudo igual
Repasse adiante o que aprendeu
Falando pros outros, papel que é seu
Cantando o autismo é mais que normal

Autoria: Tiago, pai de Bruno, Criança com Autismo

terça-feira, 5 de abril de 2011

O certo e o errado na iniciação musical

Orquestra afinada



Cantar muito Varie o repertório. Se você se sentir muito desafinado, recorra aos CDs. Alguns foram feitos para esse fim, como Músicas Folclóricas Brasileiras e Festas na Escola (Ed. G4, 15 reais cada). Outras opções são os livros acompanhados de CD O Tesouro das Cantigas para Crianças (Vol. 1 e 2, Ana Maria Machado, Ed. Nova Fronteira, 35 reais cada) e Cadernos de Atividades (Roseli Lepique e Mônica Lima, Ed. G4, 30 reais).
Brincar de roda É uma forma divertida de fazer a criança cantar, apurar a afinação, a percepção rítmica e melódica. O livro Brincando de Roda (Íris Costa Novaes, Ed. Agir, esgotado) traz uma série de sugestões.

Assistir a filmes Uma sugestão é o vídeo Pedro e o Lobo, da coleção Meus Contos Favoritos (Disney, 26,50 reais). As crianças poderão conhecer o som de diferentes instrumentos da orquestra.

Contar histórias As crianças gostam de ouvir, de contar e de cantar histórias. Use fantoches e proponha dramatizações. Ajuda nessa atividade o CD Mil Pássaros (Palavra Cantada, 22 reais).

Bater bola Bater a bola no chão (como no basquete) desenvolve o senso rítmico e a manutenção do andamento. É um desafio para crianças mais novas. Outra brincadeira tradicional, de bater bola na parede, pegá-la de volta realizando malabarismos enquanto se recita uma parlenda, também estimula muito a construção do controle rítmico.
Adivinhar Guarde em uma caixa objetos com sons diferentes: sininhos, chocalhos, apitos de pássaros, reco-reco, latas, flauta. No primeiro momento, deixe a turma olhar e experimentar. Depois, cubra os olhos das crianças e faça você o som, para que elas tentem descobrir o objeto. É um exercício preparatório para a percepção do timbre.
Pular corda Parece simples: duas crianças giram a corda e outra pula. Mas na atividade as crianças desenvolvem a nada trivial capacidade de prever o tempo rítmico. As crianças que giram a corda, por mais "ensaiadas", variam a velocidade. É como a dinâmica, nada constante, de um quinteto de jazz que interpreta uma canção. Há uma variação normal do movimento. A criança que pula tem de prever o movimento e pular no instante certo, se adaptando ao que vai acontecer e não ao que já aconteceu.
Construir objetos sonoros Encha potinhos de plástico ou latinhas de refrigerante (tenha o cuidado de pintá-los da mesma cor) com diferentes materiais (pedrinhas, botões, milho, arroz) e mostre às crianças as diferenças de sons (graves, médios e agudos). Depois peça a elas para organizá-los do mais grave para o mais agudo e vice-versa. O exercício pode evoluir para o toque do xilofone. O ideal é usar os que podem ser desmontados, para que a criança remonte seguindo as ordens acima.
Escutar o ambiente Convide todos a fechar os olhos e escutar. Depois converse sobre o que ouviram. Sons naturais (canto dos pássaros, latido de cães, vozes, vento, chuva) ou produzidos por máquinas e instrumentos musicais. Vale a pena também passear com as crianças pela escola para que elas observem os sons do cotidiano nos diferentes ambientes, como pátio, cozinha, corredores. Depois as crianças podem fazer mapas registrando suas observações, o que vai estimular a audição.
Tocar flauta doce Muitas secretarias de educação e escolas particulares têm adotado o uso da flauta na educação musical. É um instrumento fácil de ser dominado a partir de 5 anos. Você também pode aprender rapidamente. Um livro bastante usado é o Método de Flauta Doce, com CDs (Editora G4, 30 reais), que traz 22 músicas (com a melodia e apenas com o acompanhamento).
Ih, desafinou!


- É um erro pensar que trabalhando somente a letra da música você está fazendo educação musical. Nesse caso, você apenas está trabalhando poesia.

- É um equívoco trabalhar a música apenas em ocasiões especiais, sem que se faça um planejamento a longo prazo


- Evite usar a música somente para formar hábitos e atitudes - como lavar as mãos, escovar os dentes - ou para ajudar a memorizar números ou letras do alfabeto. Essas canções costumam ser acompanhadas por gestos corporais que são imitados pelas crianças de forma mecânica, sem criatividade.

- Focar as atividades em bandinhas rítmicas ou na confecção de instrumentos de sucata também não é recomendável. Esse material geralmente fica com uma qualidade sonora deficiente e reforça a imitação, deixando pouco espaço para as atividades de criação e percepção.

Fonte: Nova Escola

segunda-feira, 28 de março de 2011

Números

Com números em filipinhos e uma caixa de leite longa vida coberta por filipinho também, podemos trabalhar associação de números e quantidade.

1º Na hora do circulo trabalhe o numeral, apresente sua escrita e a associação da quantidade;
2º Depois coloque no meio do circulo vários tipos de objetos que você poderá solicitar pelo nome, pela forma ou pela cor na quantidade correspondente ao numeral trabalhado;
3º E por fim peça para que a criança coloque na caixa que corresponde ao numeral.

Desta forma a aula se transforma numa gostosa brincadeira!!! Aproveite

domingo, 27 de março de 2011

Pintinho Amarelinho

Este foi o pintinho que confeccionamos com pratos descartáveis, pintamos com guache amarela, fizemos o bico com filipinho e as patas com fita decorativa...

Animais de Filipinho








Uma maneira super divertida de trabalhar animais, cores e letra inicial de cada bixinho com as crianças...
Um envelope de filipinho dobrado ao meio, na cor vermelha por dentro e da cor do animal que você queira construir por dentro, uma leve dobradura no meio da folha para fazer a boca causando movimento ao abrir e fechar o envelope, na parte da freten sugiro que escreva: QUE BICHO SERÁ?, e na parte de trás do envelope a primeira letra que corresponde ao nome do animal...
Faça e veja o quanto este simples recurso irá chamar a atenção de seus alunos!!!

Para Trabalhar Palavras



Essa foi uma estratégia para chamar a atenção das crianças no intuito de trabalhar a escrita de coisas e objetos, além disso primeira e ultima letra das palavras.
O envelope foi feito com cartolina coloset, as figuras retiradas de um livro paradidático e as palavras escritas com hidrocor, esta atividade pode ser feita na hora da rodinha para se inserir um novo assunto a ser explorado ou após a apresentação de uma nova letrinha, é bacana que a professora faça um suspense a cada nova figura a ser retirada, pois isto faz com que as crianças se envolvam na atividade.

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